domingo, 10 de abril de 2016

Nossa Senhora desvela os símbolos do Apocalipse: "A besta semelhante a um cordeiro" (Ap 13,11-18) – Mensagem de Nossa Senhora ao P. Stefano Gobbi (13.Junho.1989)


Nossa Senhora desvela os símbolos
do livro do Apocalipse 13,11-18:
“A Besta semelhante a um cordeiro”








Mensagens de Nossa Senhora aos Sacerdotes,
Seus filhos predilectos, através do Pe. Stefano Gobbi
(1973-1997)


Imprimatur do Cardeal Bernardino Echeverría Ruiz, Arcebispo de Guayaquil.
Imprimatur do Arcebispo Metropolitano de Pescara – Penne, D. Francesco Cuccarese.
Imprimatur do Cardeal Ignace Moussa Daoud, Patriarca emérito de Antioquia
dos Sírios, e Perfeito da Congregação para as Igrejas Orientais.



Dongo (Itália), 13 de Junho de 1989,
Aniversario da 2ª aparição em Fátima

«Filhos predilectos, hoje recordais a minha 2ª aparição na pobre Cova de Iria, em Fátima, a 13 de Junho de 1917.
Já vos tinha predito, desde aquela altura, tudo o que estais a viver nestes tempos.
Anunciei-vos a grande luta entre Mim, a Mulher revestida de sol, e o enorme Dragão vermelho[1], que levou a humanidade a viver sem Deus.
Predisse-vos também o astucioso e tenebroso trabalho, realizado pela maçonaria[2], que para vos afastar da observância da Lei de Deus e vos tornar assim vítimas dos pecados e dos vícios.
Como Mãe, quis-vos advertir sobretudo do grande perigo que ameaça hoje a Igreja, devido aos muitos ataques diabólicos que se fazem contra ela para a destruir.
Para atingir este objectivo, vem da terra, para ajudar a besta negra que se levanta do mar, uma besta com dois chifres semelhantes ao de um cordeiro (cf. Ap 13,11).
O cordeiro, na Sagrada Escritura, sempre foi o símbolo do sacrifício. Na noite do êxodo, o cordeiro é sacrificado e, com o seu sangue, são aspergidos os umbrais das casas dos hebreus para os subtrair ao castigo que, pelo contrario, atinge todos os egípcios. A Páscoa hebraica recorda este facto todos os anos com a imolação de um cordeiro, que é sacrificado e consumido.
No Calvário, Jesus Cristo imola-Se pela Redenção da humanidade. Ele mesmo se faz a nossa Páscoa, tornando-Se o verdadeiro Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.

A besta tem na cabeça dois chifres semelhantes a um cordeiro.
Ao símbolo do sacrifício está intimamente unido o do sacerdócio, representado pelos dois chifres.
No Antigo Testamento o sumo-sacerdote usava um turbante com um diadema em forma de dois cornos.
Na Igreja, a mitra –com dois cornos– é usada pelos bispos, para indicar a plenitude do seu sacerdócio.
A besta negra semelhante a uma pantera indica a maçonaria; a besta com dois chifres semelhante a um cordeiro indica a maçonaria infiltrada no interior da Igreja, isto é, a Maçonaria eclesiástica, que se difundiu sobretudo entre os membros da Hierarquia.
Esta infiltração maçónica no interior da Igreja já vos tinha sido profetizada por Mim em Fátima, quando vos anunciei que Satanás se introduziria até ao vértice da Igreja.
Se a tarefa da maçonaria é conduzir as almas à perdição, levando-as ao culto de falsas divindades, o objectivo da maçonaria eclesiástica é antes destruir Cristo e a sua Igreja, construindo um novo ídolo, isto é, um falso cristo e uma falsa igreja[3].

— Jesus Cristo é o Filho de Deus vivo, é o Verbo Incarnado, é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem porque une na sua Pessoa divina a natureza humana e a natureza divina.
Jesus, no Evangelho, deu de Si mesmo a definição mais completa, dizendo ser a Verdade, o Caminho e a Vida.
Jesus é a Verdade porque nos revela o Pai, nos diz a sua Palavra definitiva, levando toda a Revelação divina ao seu perfeito cumprimento.
Jesus é a Vida porque nos dá a própria Vida divina, através da Graça, por Ele merecida com a Redenção, e institui os Sacramentos como meios eficazes através dos quais é comunicada a Graça.
Jesus é o Caminho que conduz ao Pai por meio do Evangelho, que Ele nos deu como caminho a percorrer para chegar à salvação.
Jesus é a Verdade, porque Ele –Palavra Viva– é a Fonte e o Selo de toda a Revelação divina.
Então a maçonaria eclesiástica age de maneira a obscurecer a sua Palavra divina por meio de interpretações naturais e racionais e, na tentativa de a tornar mais compreensiva e acolhida, esvazia-a de todo o seu conteúdo sobrenatural.
É assim que se difundem os erros em toda a parte da própria Igreja Católica. É devido à difusão destes erros que muitos se afastam hoje em dia da verdadeira fé. Ora, a perda da fé é a apostasía.
A maçonaria eclesiástica age de modo astucioso a diabólico para conduzir todos à apostasía.
Jesus é a Vida porque dá a Graça.
É objectivo da maçonaria eclesiástica justificar o pecado, apresentá-lo já não como um mal, mas como um valor e um bem. Assim aconselha-se a cometê-lo como um modo de satisfazer as exigências da própria natureza, destruindo a raiz da qual pode nascer o arrependimento, dizendo-se que já não é necessário confessá-lo.
Fruto pernicioso deste maldito cancro, que se difundiu por toda a Igreja, é o desaparecimento da confissão individual em toda a parte.
As almas são levadas a viver no pecado, recusando o dom da Vida que Jesus nos ofereceu. Jesus é o Caminho que conduz ao Pai, por meio do Evangelho.
A maçonaria eclesiástica favorece as exegeses que dão interpretações racionalistas e naturais do Evangelho, por meio da aplicação dos vários géneros literários, despedaçando-o assim em todas as suas partes.
No fim chega-se até ao ponto de negar a realidade histórica dos milagres e da sua Ressurreição e põe-se em dúvida a própria divindade de Jesus e a sua missão salvadora.
— Depois de ter destruído o Cristo histórico, a besta com dois chifres semelhantes a um cordeiro procura destruir o Cristo místico que é a Igreja.
A Igreja instituída por Cristo é uma só: a Igreja Santa, Católica, Apostólica, Una, fundada sobre Pedro.
Tal como Jesus, também a Igreja fundada por Ele, que forma o seu Corpo Místico, é verdade, vida e caminho.
A Igreja é verdade, porque foi somente a Ela que Jesus confiou a missão de guardar, na sua integridade, todo o depósito da fé. Confiou-o à Igreja hierárquica, isto é ao Papa e aos bispos unidos a Ele.
A maçonaria eclesiástica procura destruir esta realidade com o falso ecumenismo, levando à aceitação de todas as Igrejas cristãs, afirmando que cada uma delas possui uma parte da verdade. Cultiva o projecto de fundar uma igreja ecuménica universal, formada pela fusão de todas as confissões cristãs, entre as quais a Igreja Católica.
A Igreja é vida porque dá a Graça e só ela possui os meios eficazes da Graça, que são os sete Sacramentos.
É vida, especialmente porque foi só a Ela que foi dado o poder de gerar a Eucaristia, por meio do sacerdócio ministerial e hierárquico. Jesus Cristo está realmente presente na Eucaristia com o seu Corpo glorioso e com a sua divindade.
Então a maçonaria eclesiástica procura atacar, através de muitas maneiras astuciosas, a piedade eclesial para com o Sacramento da Eucaristia. Desta só valoriza o aspecto da Ceia, tende a minimizar o seu aspecto sacrificial e procura negar a presença real e pessoal de Jesus nas Hóstias consagradas.
É por isso que se foram suprimindo gradualmente todos os sinais exteriores indicativos da fé na presença real de Jesus na Eucaristia, como as genuflexões, as horas de adoração pública, o santo costume de rodear o santo Sacrário de luzes e flores.
A Igreja é caminho porque conduz ao Pai, por meio do Filho, no Espírito Santo, pelo caminho da perfeita unidade.
Assim como o Pai e o Filho são um só, assim também vós deveis ser uma só coisa entre vós.
Jesus quis que a sua Igreja fosse sinal e instrumento da unidade de todo o género humano. A Igreja consegue permanecer unida, porque foi fundada sobre a pedra angular da sua unidade, isto é, sobre Pedro e o Papa que sucede ao carisma de Pedro.
Então a maçonaria eclesiástica procura destruir o fundamento da unidade da Igreja, através do ataque astucioso e insidioso ao Papa. Ela tece as tramas da dissensão e da contestação ao Papa; sustenta e premeia aqueles que o vilipendiam e lhe desobedecem; difunde as críticas e as oposições a ele por parte de Bispos e teólogos. 
Deste modo é destruído o próprio fundamento da sua unidade e assim a Igreja é cada vez mais despedaçada e dividida.

— Filhos predilectos, convidei-vos a consagrar-vos ao meu Coração Imaculado e a entrar neste meu refúgio materno, sobretudo para serdes preservados e defendidos desta terrível insídia.
Por isso vos solicitei, no acto de consagração do meu Movimento, que renunciásseis a qualquer aspiração a fazer carreira. Assim, podereis subtrair-vos à mais forte e perigosa insídia usada pela maçonaria para associar à sua ceita secreta muitos dos meus filhos predilectos.
Levo-vos a um grande amor a Jesus Verdade, tornando-vos corajosas testemunhas da fé; a Jesus Vida, levando-vos a uma grande santidade; a Jesus Caminho, pedindo-vos que sejais na vida só Evangelho vivido e anunciado à letra.
Depois, conduzo-vos ao maior amor à Igreja.
Faço-vos amar a Igreja-verdade, tornando-vos fortes anunciadores de todas as verdades da fé católica, ao mesmo tempo que vos opondes, com força e coragem, a todos os erros.
Torno-vos ministros da Igreja-vida, ajudando-vos a ser sacerdotes fiéis e santos. Pondo-vos à disposição das necessidades das almas, prestai-vos, com generosa abnegação, para o ministério da Reconciliação e sede chamas ardentes de amor e de zelo para com Jesus presente na Eucaristia.
Volte-se a fazer com frequência, nas vossas igrejas, as horas de adoração pública e de reparação ao Santíssimo Sacramento do altar.
Torno-vos em testemunhas da Igreja-caminho e torno-vos instrumentos preciosos da sua unidade. Foi por isso que vos dei como segundo compromisso do meu Movimento uma particular unidade ao Papa.
Por meio do vosso amor e da vossa fidelidade, voltará a resplandecer em todo o seu esplendor o desígnio divino da perfeita unidade da Igreja.
Assim, à tenebrosa força que a maçonaria eclesiástica exerce hoje para destruir Cristo e a sua Igreja, Eu oponho o forte esplendor do meu exército sacerdotal e fiel, para que Cristo seja amado, escutado e seguido por todos e a sua Igreja seja cada vez mais amada, defendida e santificada.
É sobretudo nisto que resplandece a vitória da Mulher revestida de sol e o meu Coração Imaculado alcança o seu mais luminoso triunfo».








A Autoridade Eclesiástica
respeito das mensagens de Nossa Senhora ao P. Stefano Gobbi

Ver a primeira publicação sobre as Mensagens de Nossa Senhora ao P. Gobbi, aqui nos “Apelos de Nossa Senhora”.








[1] Cf. A mensagem de Nossa Senhora ao P. Stefano Gobbi (14.Maio.1989) donde fala do Dragão Vermelho (cf. Ap 12), que é o símbolo do comunismo ateu.

[2] Cf. A mensagem de Nossa Senhora ao P. Stefano Gobbi (3.Junho.1989) donde fala da besta negra semelhante a uma pantera (Ap 13,1-10), que é o símbolo da maçonaria. 

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