domingo, 11 de diciembre de 2016

Ana Catarina Emmerich - "A comunhão dos profanos"


Beata Ana Catarina Emmerich
(1774-1824)


Beatificada por São João Paulo II a 3 de Outubro de 2004







A comunhão dos profanos


«Tive uma visão em que vi os outros da falsa igreja, num edifício quadrado, sem campanário, negro sujo e com uma cúpula alta. Eles estavam numa grande intimidade com o espírito que ali reinava. Esta igreja está cheia de imundícies, vaidades, necedade e obscuridade. Quase nenhum deles conhecia as trevas em médio das quais trabalhava. Na aparência tudo parece puro, mas não há mais que vazio» (AA[1].II.88).

«Tudo é [nesta «falsa igreja»] profundamente mau; é a comunhão dos profanos. Não sei dizer, até que ponto, tudo aquilo que eles fazem é abominável, pernicioso e vão. [...] Querem ser um só corpo diferente do corpo do Senhor! [...]
[A falsa igreja] está cheia de orgulho e presunção destruindo e conduzindo ao mal com toda a classe de boas aparência. O seu perigo está na sua aparente inocência. [...]
Fazem e querem coisas diferentes: nalguns sítios a sua acção é inofensiva: mas trabalham para corromper um pequeno número de sábios acabando por desembocar todos num centro, numa coisa má pela sua origem, num trabalho e numa acção fora de Jesus Cristo por quem toda a vida é santificada e sem o qual todo o pensamento e acção permanecem no império da morte e do demónio» (AA.II.89).

«Encontrava-me num navio arrombado e estava caída no chão, no único lugar ainda intacto: as pessoas estavam sentadas nas duas bordas do navio. Eu rezava constantemente para que não caíssem nas ondas; no entanto elas maltratavam-me e davam-me pontapés. Esperava que a qualquer momento o navio se afundasse e estava cheia de medo. [...]
Finalmente foram obrigados a conduzir-me para terra onde me esperavam os meus amigos para me levarem para outro lugar.
Continuava a rezar para que aqueles desgraçados desembarcassem também, mas o navio afundou-se e ninguém se salvou. Isso encheu-me de tristeza. No lugar para onde fui havia uma grande abundância de frutos» (AA.III.147).

«Quando olhava para baixo, via nitidamente, através de um véu de cor sombria, os erros, extravios e os inumeráveis pecados dos homens e com que necedade e maldade actuavam contra toda a verdade e toda a razão. Vi cenas de toda a espécie: tornei a ver o navio em perigo que levava estes homens convencidos do seu imenso mérito e admirados por outros, passarem perto de mim sobre um mar perigoso, e eu esperava que a qualquer momento pereceriam. Vi entre eles sacerdotes e sofri profundamente tentando que eles se arrependessem» (AA.III.149).

«Vi tantos traidores! Não suportam que lhes diga: “isto está mal”. Para eles tudo está bem desde que se possam glorificar com o mundo» (AA.III.184).








[1] K. E. Schmoeger, Vie d’anne-Catherine Emerich, 3 vols., Tequi, 1950.





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